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IMAD começou como um desafio para pessoas preocupadas
nas questões de desenvolvimento na região
da Grande Dourados

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modelo de desenvolvimento de “soja para sempre” e
gado em pé, sem nenhum valor agregado, estava
sendo questionado, havendo a necessidade urgente de
revê-lo, construindo uma nova visão regional,
em sintonia com seus variados grupos humanos e comunidades
diversificadas e baseado em processos participativos
com respeito mutuo e preocupação ambiental.
.....A necessidade de diversificar
os processos de produção agro-industrial, precisava
ser revista à luz da conservação e gestão
dos recursos naturais, responsáveis pelo crescimento inicial
da região, agora comprometidos e enfraquecidos pelo uso
inadequado de insumos, defensivos agrícolas e agricultura
intensiva.
A questão indígena,
profundamente presente e viva no cenário Douradense,
não podia ser omitida neste esforço rumo
a um desenvolvimento mais participativo, justo e ecologicamente
equilibrado. Coragem, processos exaustivos de consulta
com estas comunidades, reforço da sua capacidade
de autodeterminação e gestão,
e soluções cientificas e criativas nos
seus padrões de produção e consumo,
serão necessários.
Para tanto, a recém criada figura jurídica da OSCIP – Organização
da Sociedade Civil de Interesse Publico – melhor se adequou aos
fins previstos pelo grupo de discussão; pois ela pode estabelecer
termos de parceria com o governo municipal, estadual e até federal,
na gestão e execução de planos, propostas e projetos
de interesse regional e estadual.

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